sexta-feira, 22 de março de 2013

Espelho, espelho meu!

O belo é uma promessa de felicidade?

A necessidade de aprovação é inerente no ser humano. Quem não gosta de um elogio, de aplausos e de toda forma de reconhecimento?

Busca-se constantemente a resposta positiva do outro sobre tudo o que se faz. Mas para que todos estes atos conquistem aprovação precisa-se de um atributo: a beleza. Mas como conquistá-la? Afinal o que é a beleza e onde ela está? Ao considerar que a beleza para uns não é a própria para outros, a resposta a estas perguntas torna-se efêmera. A não ser que se escolha a beleza generalizada, aquela que a sociedade elege.

Será que a música mais bela é a mais tocada? Aprecia-se a letra e melodia ou dança-se no ritmo “Maria vai com as outras”? O perfume das estrelas é o que combina com cada pessoa? Um só produto consegue atingir esse patamar? A tela mais cara dos leilões é agradável aos olhos e combina com todo e qualquer ambiente? O mais intrigante nisso tudo é que muitas pessoas consideram-se felizes se tiverem produtos escolhidos pela sociedade como os melhores, mas essa felicidade é passageira, pois sempre haverá uma novidade. A busca pelo belo é eterna, pois nem tudo o que é belo, o será para sempre.

Há também a preocupação em carregar em si a beleza e nesse sentido os padrões não perdoam. Se as mulheres não forem magérrimas e os homens musculosos, serão desconsiderados nos requisitos de beldades e a busca por essa perfeição tem levado à morte muitas pessoas, não só no Brasil, mas no mundo. A beleza estabelecida pela mídia é motivo de cirurgias desnecessárias, uso de drogas para estimular crescimentos dos músculos, implantes de cabelos, dentes, etc. Mas essa felicidade também é passageira, porque a beleza pessoal dura menos que a material.

É importante lutar para adquirir o que é belo e para buscar a beleza física, afinal, sonhar e querer coisas melhores é bom, mas é necessário priorizar o gosto e a necessidade pessoal. Não é desconsiderar totalmente a opinião de outrem, mas não fazer dela a razão de viver, pois seria muito injusto pesar a própria felicidade na balança alheia. A felicidade deve estar presente todos os dias na vida do indivíduo. É vencer, é conquistar, é crescer, é sobreviver, é sorrir. O sorriso sim, esse consegue ser belo sempre.

As Escrituras Sagradas dizem que a beleza deve vir do íntimo do coração (I Pedro 3:4). Muitas mulheres foram notadas por sua beleza nos templos bíblicos: Sara, Rebeca e Ester que participou de um concurso de beleza e venceu. Porém, a verdadeira beleza não está em um rosto bonito ou um traje elegante, mas no interior. Os enfeites externos devem melhorar o que já é bonito por dentro e jamais disfarçar características negativas.

Não sei quando o belo passou a ser promessa de felicidade, mas é só uma promessa, não é garantia. A felicidade está também no belo e não só nele. A felicidade está naquilo que alegra o exterior e edifica o interior. A felicidade está no que preenche o vazio da alma humana: em Deus.

Luisa Neves, mãe, pastora, estudante de jornalismo na UNIFRA- SM/RS.

2 comentários:

  1. Lisi, boa tarde, tudo bem?


    Muito pertinente o texto, pois vivemos em uma época que padrões de beleza exterior são impostos mediante uma ditadura midiática!

    Promovem o que eu chamode "o ser bambú", bonito e grandioso por fora, mas oco por dentro!


    Ótimo texto!


    Que Deus continue abençoando vc e família. =)

    CRISTIANISMO EM FOCO

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  2. Olá! tudo bem? Eu encontrei teu blog e adorei, o tema muito interessante
    já estou te seguindo um abraço e boa páscua.

    http://espacomariabelezaesaude.blogspot.com.br/

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