sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Lolita e o Espantalho

Lolita sempre foi assim, dierente! Sim. Diferente é a palavra que podemos dizer sobre essa jovem corvo falante de olhos negros e arredondados.
Sua penugem eriçada, dava um estilo peculiar a ela, que aos que ainda nao sabem, dentre as aves, os corvos são uns dos mais inteligentes e divertidos.
Lolita, porém, era um verdadeiro desastre.
Sua história com Modesto, o espantalho mau humorado, começou no dia em que Lolita fez um pouso forçado sobre ele quando vinha distraidamente grasnando alto uma desafinada canção.
Ela não teve temoo de parar e e bateu tão fortemente que Modesto só teve temoo de fechar os olhos e pensar: é hoje que caio daqui!
Após o literal choque inicial, Lolita junta do chão o seu chapéu e o coloca carinhosamente sobre a cabeça do espantalho.
-Vocé não tem medo de mim? Pergunta o espantalho sisudo e olhar penetrante.
-Porque deveria ter medo de você? - resonde Lolita com até um certo ar de deboche, ajeitando o chapéu na cabeça dele.
-Nenhum dos seus amigos sequer ousa chegar perto de mim, senhorita barulhenta! Essas suas canções doem em meus ouvidos, sabia?
-Ah! Disse ela, não seja tão exagerado, seu moço, o dia está tão lindo hoje para voce ficar aí, parado, falou ela, tirando onda do espantalho. E batendo asas desengonçadamente, voou para longe.
Todos os dias, Lolita vinha para contar suas histórias a ele, que nao podendo sair dali, era obrigado a ouvir a matraquice daquela jovem corvo.
Trazia adornos estranho s e muitas quinquilaharias para colocar em seus paletó. Modesto odiava aquilo tudo e sempre de cara amarrada, fazia de conta não se importar com a chacota dos outros corvos, sobre a quase improvavel amizade entre eles.
Aos poucos, Lolita trazia alegria ao espantalho, tirando-o da solidão do vasto milharal.
Até que um dia a jovem corvo simplesmente sumiu, ficou vários meses sem aaparecer, o que deixou Modesto, seu amigo espantalho, visivelmenete triste.
Não havia ninguém para contar-lhes as histórias malucas daquele corvo incomum, nem tampouco quem arrumasse o seu chapéu após uma forte tempestade ou quem enchesse de cacarecos, o seu já tão surrado paletó.
Num solitário crepúasculo de primavera, o sol estava lindamente laranja ao horizonte e vento morno soprava sobre a cara do espantalho, que de olhos fechados, aguardava mais uma noite triste de solidão naquele vasto milharal.
Ao longe ele ouve um grasnado conhecido misturado à velha e desafinada canção. Ele abre seus olhos e seu coração bate forte. Sim!! Aquele era o único espantalho que tinha um coração, difrente dessas histórias que ouvimos por aí.
O som foi aumentando cada vez mais e ele fecha seus olhos já sorrindo, aguardando o costumeiro impacto da sua desastrada Lolita sobre seus ombros.
-Onde você esteve?? -pergunta ele com um tom de raiva e saudade.
-Minha familia precisou ir para longe e eu não pude ficar. Responde ela com um misto de vergonha epesar por ter abandonadoo seu tão querido amigo.
E começou a contar alegremente dos lugares que conheceu, das coisas que havia feito. Porém ele, permanecia ali, calado de olhar firme no horizonte, como se estivesse sozinho.
Lolita sabia da trsiteza de seu amigo e calou por alguns instantes e pela primeira vez, ela nãomsabia o que dizer naquele momento.
Saltitou sobre o braço até chegar ao ombro deModesto, virou sua cara e olhando no mais profundo de seus olhos pediu desculpas ao seu amigo.
Modesto, ainda constrito, permanecia em silêncio. Ele não era muito bom em expressar seus sentimentos, até porque, ele sempre precisou ser assim, para que os outros corvos não roubassem o seu milharal.
Após um certo tempo, ele esbraveja num tom seco: -Nunca mais faça isso outra vez!! Logo em seguida doçura na sua voz domonstra o real sentido daquela frase:
-Eu não aguentaria a solidão desse lugar sem esse seu maravilhoso barulho infernal. Sorrindo de canto para Lolita.
Ela ainda estarrecida com a reação do espantalho, olha bem no fundo dos seus olhos e diz: - Eu nunca mais te deixarei, meu querido amigo. E, aproximando-se no seu ombro, bem juntinho ao seu pescoço, aninhou-se e dormiu no aconhego e na segurança do velho espantalho.
O coração de Modesto, outrora enfraquecido pela ausência da jovem corvo, voltou a bater forte e ficaram juntos, até o fim dos seus dias.
Essa é mais uma daquelas improváveis, orém não impossiveis histórias,  sobre relações incomuns.
Feras, sapos,  corcundas , já são bem conhecidas em nosso meio.
Espantalhos e corvos, talvez você se pergunte e eu também:
-E por quê não??
Eu afirmo...Porque sim!

sábado, 31 de maio de 2014

Desapegar

É difícil deixar ir.

Deixando de lado as coisas e as pessoas, e não com a mesma intensidade, mas também os custos. Custos profundos de descartar experiências, afetos de coisas boas. Isso nos faz lembrar da enormidade do afeto.

Eu acredito que quando coisas ruins acontecem a nós, (pelo menos eu pensei no  plural) não me lembro, procuro não  lembrar sobre eles. Para esquecer. Eu sou muito boa em esquecer.

O arrendamento de experiências é separado de si mesmo. O  que fez você, o que marcou você, que lhe ensinou algo novo e  abriu os olhos fechados ou a descobrir as outras emoções, outras formas de saber e sentir. A descoberta de uma pessoa diferente, com objetivos diferentes, diferentes facetas, diferentes emoções e conhecimento.

Eu acredito fortemente que a vida ensina-lhe coisas sobre as mesmas coisas que antes. Cegueira em parte do mundo nunca pode ser desencantado e quero desafiá-lo a continuar a insistir que não podemos perceber imediatamente. Esse é o meu interesse, o meu interesse em plural porque eu gosto de imaginar que há outros como eu.

 Tudo é como eu, mesmo que o desejo egoísta e egoísta não pode ser verdade em um mundo de criaturas diferentes.

É difícil deixar de ir, porque você quer pertencer, identificar, compartilhar algo em comum com alguém. É a necessidade de cumplicidade, de segurança, de posse.

O desapego é compreender (e começar a perceber o leve formigamento) que estão flutuando no vácuo. No vácuo que nos permite experimentar a magia preenchê-lo com o que acha que é melhor. Mas o vazio, mesmo se nós permitirmos que a liberdade, isso não significa a plena liberdade para fazer o que quisermos, a liberdade significa não ser em qualquer lugar, qualquer coisa, e não apenas existir.

Essa é a essência, talvez. A verdade é que nós criamos uma corda de segurança e certezas, ordem e organização, o tempo eo lugar para se estar e ser. Deixando isso dói, porque está deixando uma parte de si no vácuo a ser sempre parte do vazio.

Descarte, porque nunca é demais para ser mais destacado. Com este sentimento de eu fingir que não esperava nada, você está livre para sair, não querer ser diferente de si mesmo.

 Eu não quero me tornar essa pessoa, eu imagino, que você possuiu,  que você espera algo que não é. Digo isso, porque é algo que se lhe custou. Eu posso facilmente com os outros, você só me custou.

Eu quero que você seja exatamente como você é. Não sinto que eu posso moldá-lo como argila ou massinha, ou que possa ter você, pode dispor de você.

Eu quero que você se senta livre, não seja atrelao, ligado, penso que afeto não é relacionamento, mas relacionar-se, trocar ideias, informações, experiencias e gostos pessoais.

Eu tenho tanta facilidade nessa osmose emocional, que me permite ver e entender o outro como a mim mesma!
Esse fato não me faz diferente de ninguém, apenas com uma visão ampliada em meio ao egocentrismo nos dias de hoje.

Hoje entendo que quando deixamos de esperar algo em troca, a vida se encarrega de nos trazer tantas coisas boas e de me absorver com o outro, tornando a pessoa mais feliz de mundo.

É o simples poder do desapego do fútil que nos traz o maravilhoso e imprescindível: o outro!


Lisi 

sábado, 20 de julho de 2013

Encontro de almas


Dizem que para o amor chegar não há dia... 

Não há hora...
E nem momento marcado para acontecer. 
Ele vem de repente e se instala...No mais sensível dos nossos órgãos... o coração. 

Começo a acreditar que sim...Mas percebo também que pelo fato deste momento... Não ser determinado pelas pessoas..
Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores... Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada.Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...

Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.
Elas se compreendem e sentem falta uma da outra....
Se entristecem por não terem se encontrado antes...Afinal tudo poderia ser tão diferente.No entanto sabem que o caminho é este... 

E que não haverá retorno para as suas pretensões.É como se elas falassem além das palavras...Entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo...Mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrelaçam... 

Passam a sentir saudade uma da outra...Em um processo contínuo de reaproximação... Até a consumação.Almas que se encontram podem sofrer bastante também,Pois muitas vezes tais encontros acontecem... Em momentos onde não mais podem extravasar...Toda a plenitude do amor...

Que carregam, toda a alegria de amar... E de querer compartilhar a vida com o outro, Toda a emoção contida à espera do encontro final.Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,Mas que são tão simples de viver.Como ver o pôr-do-sol... 

Ou de caminhar por uma estrada com lindas árvores... Ver a noite chegar... Ir ao cinema e comer pipocas...Rir e brincar... Brigar às vezes, Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial. Amar e amar, muitas vezes...Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo... 

Sem que a despedida se faça presente. Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo... E em um espaço diferente...Do que suas realidades possam permitir.Mas depois que se encontram... Ficam marcadas ... tatuadas...

E ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas...Elas jamais conseguirão se separar...E o mais importante ...Terão de se encontrar em algum lugar.Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade... 

Que têm uma da outra para toda a eternidade.




Rose Carvalho,

Pedagoga e escritora 

sábado, 13 de julho de 2013

A loucura do amor


Cada vez que começo a pensar sobre esse nome, chega a vir pruridos em meu corpo.
Não! Eu não me esqueci de tomar banho e nem fiquei sem minhas capacidades mentais, mas penso no amor, como a necessidade de banhar numa agua limpa e morna todos os dias.

Vejo o amor como a estabilidade de um avião após a turbulência; sendo o piloto a parte da sua  da mente racional. Ele sabe o que precisa ser feito, conhece o avião e todos os seus comandos.
Os passageiros são toda sua experiência de vida, seus medos, fraquezas, incertezas e certezas e toda sua longa história que fora construída com o passar dos anos.

A paixão é a turbulência!
Mexe, sacode- nos e deixa-nos desnorteados e incertos do que pode acontecer dali cinco minutos. Mas não há o que fazer, a não ser passar por ela da melhor e mais segura maneira.

O amor é linear.
É o plano de voo traçado e calculado.
Nele você tem o domínio do avião da sua vida e dos passageiros da sua história de vida. Nele você é o responsável e tem meticulosamente planejado o que vai acontecer.
Não que eu seja expert no amor, mas quem sabe como mulher, vivo mais intensamente a arte de amar.

O amor tem a paciência de esperar até que dados momentos de nossas vidas atinjam patamares almejados, abaixamo-nos e nivelemos até a altura do outro para que se sinta confortável com nossa presença e até mesmo com nossas bobas conversas. Vejo o amor como o prumo que me nivela para compreender melhor o outro.

O amor consegue abafar (até certo ponto) um ciúme que seria danoso num relacionamento ou até mesmo protetor ao ponto de nos tornar altruístas de carteira assinada, mesmo que outrora imperasse um egoísmo quase profano dentro de nosso coração.
Ah! O amor é desprendimento, é individualidade compartilhada, é permitir que o outro entre numa zona que outrora era como um campo minado. Ai de quem pisasse naquele lugar!

Vejo também como o desnude da alma, onde nossas vergonhas e imperfeições são expostas em plena luz do dia e ainda assim não seremos ridicularizados por aquilo, que para nós, muitas vezes tem o peso gigantesco de vergonha ou constrangimento.
O que mais me impressiona é a flexibilidade e extensão que o amor pode ter.
Ele se adapta em qualquer ambiente, classe, cor, credo ou relacionamento, espaço, modo e tempo.
Entra em frestas minúsculas e pode crescer até proporções descomunais. Cria laços, reforça elos, traz identificação com o outro, une diferentes, solidifica o que já existia e consegue permanecer intacto dentro de sua fonte, que somos nós mesmos.

Só amor faz o ser humano aceitar condições que outro sentimento não teria tal capacidade de assimilar e até mesmo transformar nosso eu interior de uma forma espetacularmente melhor.
O amor nos faz aceitar o julgamento alheio e nem sequer nos importamos com o tal.

Então, nesse exato momento você deve estar se perguntando:

- Por que então a loucura do amor?

Porque só um sentimento tão puro, cristalino é capaz de ser 100% doação!

Não espera NADA em troca ou barganha. Ele simplesmente É.
Se tentarmos achar uma explicação lógica para os amores que amamos (sim, um pleonasmo bem vicioso!), corremos o risco de enlouquecer ou mesmo sermos taxados de loucos.
Porque é o momento que tocamos o que há de mais puro e sincero dentro de nós, é esse sentimento chamado amor.

Quando falo disso, não me refiro aos “amores” interesseiros, amizades que parecem ser totalmente transparentes, porém não são, ou mesmo casamentos e relacionamentos por conveniência ou comodismo.
Estou afirmando a respeito daquele momento em que nos voltamos ao nosso coração e nos damos conta de que o objeto do nosso amor pode não ser reciproco ou quiçá desmerecedor de algo tão sincero e verdadeiro.

Aí então podem e muitas vezes nos chamarão de loucos ou idiotas, porque um sentimento unilateral à primeira vista parece um prejuízo, mas não é.
Nesse momento de total insanidade eu digo que nessa vida eu levo prejuízo o tempo todo e mais ainda, eu me alegro com o prejuízo que eu levo.

Porque cada vez que eu consigo amar sem interesse, que eu me doo por completo por alguém ou para alguém é o meu coração que ganha em qualidade, sou eu que me torno melhor como pessoa, porque bebo de uma fonte que está dentro de mim mesma e tenho a capacidade e o poder de matar a sede de quem está perto de mim.

Lembrei-me da música do Lulu Santos que é realmente o que eu penso sobre o amor...

“Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder,
Deixa assim ficar subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer.
Eu acho tão bonito isso, de ser abstrato, baby! A beleza é mesmo tão fugaz.
É uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá isso vai sem eu dizer!
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer.
O que eu ganho e o que eu perco ninguém precisam saber.”

Apenas mais uma de amor- Lulu Santos


Ah! Essas loucuras do amor e de amar...

O que eu ganho e o que perco realmente ninguém precisam saber!  


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Certas horas

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!

William Shakespeare

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nunca amaremos condicionalmente

Ame as pessoas — incondicionalmente. Se tiver algumas condições em mente, você nunca será capaz de amar; essas condições virarão barreiras. Se o amor faz bem a você, por que se importar com condições? Se faz tão bem, se causa um bem-estar tão profundo - ame incondicionalmente, não peça nada em troca. Se você entender que só amando aumentará seu destemor, você amará apenas pelo prazer que isso lhe dá!

As pessoas comuns amam só quando suas condições são atendidas. Elas dizem, “Você tem que ser deste jeito, só assim eu amarei você”. A mãe diz para o filho, “Eu o amarei só se você se comportar direito”. A mulher diz ao marido, “Você tem que ser deste jeito, só assim posso amá- lo”. Todo mundo estabelece condições; o amor desaparece.

O amor é um céu infinito! Você não pode confiná-lo em espaços exíguos, condicioná-lo, limitá-lo. Se você areja a casa e depois fecha tudo - todas as janelas, todas as portas —, logo ela fica mofada. Sempre que o amor acontece ele insufla liberdade; você leva ar fresco para a sua casa, mas tudo logo fica mofado, empoeirado.

Esse é um grande problema para toda a humanidade — tem sido de fato um problema. Quando você ama, tudo parece lindo, pois nesses momentos você não impõe condições. Duas pessoas se aproximam uma da outra incondicionalmente. Depois que firmam um compromisso, que passam a ter certeza do amor uma da outra, então as condições são estabelecidas: “Você tem que ser assim, tem que se comportar assim, só dessa forma eu posso amá-lo” — como se o amor fosse uma barganha.

Se você não ama de todo o coração, está barganhando. Você quer forçar a outra pessoa a fazer alguma coisa por você, só então você ama; do contrário, você trairá seu amor. Você está usando seu amor como uma punição, ou como uma imposição, mas não está amando. Ou você nega seu amor ou o demonstra, mas em ambos os casos o amor em si não é a finalidade; a finalidade é outra.

Se você tem uma esposa, então dá presentes a ela — ela fica feliz, abraça você, o beija; mas, quando você não traz nada para casa, vocês se distanciam; ela não o abraça, não chega perto de você. Quando você faz coisas desse tipo está esquecendo que, quando ama, o amor faz bem a você, não só aos outros. O amor, em primeiro lugar, faz bem àqueles que amam. E, depois, faz bem àqueles que são amados.

As pessoas vêm até mim e sempre me dizem, “Tal pessoa não me ama”. Ninguém chega e diz, “Eu não amo tal pessoa”. O amor virou uma exigência: “O outro não me ama.”

Esqueça o outro! O amor é um fenômeno tão lindo, se você ama você usufrui.

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"

domingo, 7 de julho de 2013

Sinfonia do Silêncio

Nos ventos uivantes dos meus pensamentos

Ecoam lembranças de um tempo de outrora







Como melodia de uma ária em sol maior
De raios cálidos em tardes de setembro
Balançam sentimentos de tão grande nostalgia
Dos beijos apaixonados em nossa alcova
Corações compassados num mesmo ritmo
De tons inconstantes do amor sem fim
A alegria do teu riso virou tormento
Quando pela porta partiste sem volta
Dor cinza de um nublado tempo
Cercou-me a mente e fez chover em meus olhos tristes
No ar, teu perfume virou somente saudades
Por isso me pergunto se tudo isso ainda é verdade
Olhando pela janela, no frio de minha alma
Como uma sinfonia muda dentro em mim no silêncio.




Lisi Prestes
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...